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Técnicos interinos de Paysandu e Tuna procuram se firmar 12-03-2012

O inusitado clássico da tarde de segunda-feira é também imprescindível: tanto para os rivais históricos da capital paraense quanto para os novos treinadores de Tuna e Paysandu, promovidos ao posto de técnico depois da demissão dos predecessores. Fernando Silva e Lecheva, além da urgência de tirar Tuna e Paysandu da lanterna e vice-lanterna do segundo turno, respectivamente, lutam para se afirmar na condição de técnicos e abandonar o rótulo de interinos.
Assumir o comando técnico de um time não é novidade para Lecheva. Como é auxiliar técnico do clube, conta entre suas atribuições preencher a vaga no caso de demissão do comandante. Ainda assim, o técnico mostra saber da condição 'volátil' do cargo que ocupa e afirma não fazer cara feia caso perca a vaga. 'Estou tranquilo, nunca pedi para ser treinador', avisa. O pedido a que ele se refere, porém, não está descartado: dentro da Curuzu, é quase um consenso entre os diretores que, a longo prazo, ele pode assumir a equipe. 'Estou me preparando para ser treinador. Mas em três ou quatro anos, pretendo terminar minha faculdade primeiro. Mas às vezes o destino altera nossos planos', diz Lecheva, que também afirma não se importar que, de longo prazo, seu projeto passe a ser de "curtíssimo" prazo e a vaga fique com ele.
À favor de Lecheva pesa a moral que tem com o grupo e a boa estreia na Copa do Brasil. Depois da partida, os jogadores elogiaram a preleção feita pelo novo técnico - 'Parei se jogar há pouco tempo e sempre observei as coisas como técnico. Tento extrair o máximo de cada atleta' - e já cobram da diretoria sua manutenção. 'Não podemos deixar de falar que o início foi muito bom. Acho que só uma vez o Paysandu eliminou o jogo de volta da Copa do Brasil. Fico feliz que o grupo queira a efetivação', disse.
O caso de Fernando Silva é diferente. Originalmente preparador físico, ele foi promovido a técnico depois da saída de Charles Guerreiro por diversos fatores, especialmente pela precariedade financeira do clube e o conhecimento que tem sobre o grupo luso. 'Os jogadores se reuniram e pediram que ele assumisse. O grupo gosta dele e diante disso nós reunimos a diretoria e resolvemos efetivá-lo', disse o presidente Fabiano Bastos.
Fernando sabe, porém, que só bons resultados garantirão sua permanência - e a reviravolta precisa ser urgente. 'Esse é um jogo que pode dar confiança e de repente representar o início de uma nova carreira', apostou.


Fonte: Amazônia

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