PAINEL DE MITOS E LENDAS DO FUTEBOL PORTELENSE



João Paulo Barbosa, anos sessenta a economia em Portel vivia em estado de graça, o mercado de trabalho dava a pequena cidade status de paraíso econômico tudo isso com a chegada da multinacional Georgia Pacific.

O futebol local que já tinha força na rivalidade entre Aliança e Amazonas, Assim começou a importação de craques da bola, na época chamados de Boleiro! Desembarca em Portel um certo João Paulo, oriundo da cidade de Curralinho, trazendo na bagagem uma breve passagem pelos campos de pelada em Belém do Pará.

Como funcionário da CIA AMAZONAS, assumiu a camisa 4 do Amazonas tornou se xerife, rendendo ao clube a invencibilidade de onze partidas sendo nove sem sofrer gol, participou da maior goleada aplicada até hoje nos campos de Arucará, 11 x 02 na seleção de Igarapé Miri sendo também o artilheiro da partida com 4 gols, depois transferiu se para o aliança, até que nos idos de sessenta mudou - se para Belém, ingressou Polícia Militar do Pará o que o conduziu aos gramados da Santa Maria de Belém do Grão Pará, atuando por Tirades da PM e Liberato de Castro, anos depois após a aposentadoria retornou para Portel, hoje vive na glória de Deus Pai.




Herculano Paiva Neto, nascido em 1954, surgiu um garoto com fome de bola e futebol nas veias,viva pela praia do areão,quintais e Campinhos improvisados sempre atrás da redonda, sua família muito conservadora não via com bons olhos a paixão do garoto e procuravam dar outro direcionamento a seus sonhos,.

Herculano foi entregue ao juiz de direito, juiz esse de nome Nélio Reis que o mantinha preso em sua residência com intuito de manter o futuro atleta longe da rua e de sua paixão,entre fugas escalando o muro da residência do magistrado, e bate bola improvisado o menino levou seu sonho adiante até o dia que maior de idade crou asas a voou pra Abaetetuba onde por lá um jovem promissor começou exibir seu talento, esse jovem que ao deixar sua terra natal era conhecido por Tourinho apelido herdado de seu irmão mais velho o touro, na terra da cachaça seu brilho foi tanto que, já com a alcunha de Toninho Abaeté, chegou ao Clube do Remo,Tuna Luso, Anapolina,Moto Clube,Portuguesa, e posteriormente chegou ao futebol francês de onde retornou ao Pará pra encerrar a carreira no Izabelense e no Esporte Belém.
Herculano veio muitas vezes a Portel jogar por Fabril é Camel, ganhou alguns títulos por seu time do coração, Fabril, campeão por Remo e Anapolina,Tri campeão pelo Moto Clube do Maranhão .
Essa foi a saga de Toninho Abaete que, de Abaeté não tem nada. É Portel!


Sebastião Andrade Carneiro ou simplesmente o toró começou jogando aos dezesseis anos no atalaia na cidade de Breves onde também jogou por Santana e Mac,anos depois veio pra Portel onde jogou no aliancinha time coordenado por José adeladio ( castelo), também conhecido na época por segundo quadro (juniores), posteriormente atuou por aliança e Amazonas.

Na década de setenta nutria uma paixão pelo união fabril , todavia, havia resistência por parte do presidente Luiz Primavera, algum tempo depois levado pelo senhor Bento Raulino assumiu a camisa 1 e condição de ídolo da nação colorada de onde saiu por três jogos dois pelo Camel é um pelo União Atlético Portelense , campeã sete vezes, jogou e foi titular até aos quarenta e três anos, muito folclore em torno do camisa 1,jogava com uma faca no meião,intimidou um atacante do Atalaia que, bateu um pênalti pra fora,sob ameaça de fazer o gol e receber uma facada, jogava como um malabarista igual ao colombianos Renê Higuita.
Hoje aos setenta e sete mora em Portel,ainda joga futsal,pra definir o velho atleta vou usar a frase de Toninho Abaeté sobre ele" O melhor goleiro que vi é olha que foram tantos"

Fonte: Acervo João Carlos Costa
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